Dia 8 de junho as 18h no Entreposto Contraponto - Ao lado da FACED(UFRGS)
Cine GARRA, apresenta:
Exibiremos o filme “É Possível“, produção do Coletivo Catarse de Comunicação, seguido de um debate sobre o tema.
Sinopse:
Se a elite brasileira elegeu o MST como seu inimigo número um, está certa, diz Plínio de Arruda Sampaio. Desafiar abertamente os poderosos e suas políticas que geram pobreza, desigualdade e concentração de riquezas foi uma luta difícil e constante nos ú...ltimos 25 anos (1984 – 2009), período em que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra se transformou em um dos mais importantes, conhecidos e reconhecidos movimentos sociais do mundo.
Nesta reportagem cinematográfica, realizada a partir do 13° Encontro Nacional do MST e das celebrações que comemoraram duas décadas e meia de resistência, em Sarandi/RS, junto com o material jornalístico produzido pelo Coletivo Catarse nos últimos dois anos, acompanhando marchas e o cotidiano em acampamentos e assentamentos, mais contribuições de fotógrafos, cinegrafistas amadores e trechos de filmes, as principais questões que envolvem o desafio de se fazer a reforma agrária no Brasil estão colocadas: a opressão da hegemonia de um modelo econômico de desenvolvimento que privilegia o latifúndio; a repressão do Estado e, por outro lado, a mobilização dos trabalhadores, a partir da consciência de que só a pressão popular pode desencadear processos de mudanças no campo.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Cine GARRA
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ruralistas comemoram morte de extrativista com vaia ao anúncio durante a votação do Código Florestal
Do sítio do MST
Era perto das 16h quando uma cena grotesca aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados. O líder do Partido Verde, José Sarney Filho, lia uma reportagem sobre o extrativista José Claudio Ribeiro da Silva, brutalmente assassinado pela manhã no Pará, junto com sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva, também uma liderança amazônica.
Ao dizer que o casal que procurava defender os recursos naturais havia morrido em uma emboscada, ouviu-se uma vaia. Vinha das galerias e também de alguns deputados ruralistas.
A indignidade foi contada no Twitter e muito replicada. "Foi um absurdo o que aconteceu", diz Tasso Rezende de Azevedo, ex-diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro. "Ficamos estarrecidos".
O assassinato de Zé Claudio, como era conhecido, e de Maria do Espírito Santo aconteceu às 7h da manhã, a 50 km de Nova Ipixuna, sudeste do Estado, na comunidade de Maçaranduba. "Eles vinham no carro deles, indo para a cidade.
Tinha uma ponte meio danificada no igarapé. Ele desceu para ver e ali foi a emboscada", conta Atanagildo Matos, diretor da regional Belém do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, o ex-Conselho Nacional dos Seringueiros. Zé Claudio foi
morto fora do carro, Maria foi baleada dentro do veículo. Uma orelha foi arrancada pelos pistoleiros, conta Atanagildo, o primeiro a ser avisado por Clara Santos, sobrinha de Zé Claudio.
O casal vinha sofrendo ameaças desde 2008. "É um área muito tensa, que vinha sofrendo muita pressão de madeireiros e carvoeiros", conta Atanagildo. "Era a última área da região com potencial florestal muito bom. Zé Claudio e Maria resistiam muito ao desmatamento." Os dois viviam em Nova Ipixuna há 24 anos, em um terreno de 20 hectares no Projeto de Assentamento Agroextrativista (Paex) Praialta- Piranheira, às margens do lago de Tucuruí.
Extraíam óleo de andiroba e castanha. Em palestra em novembro, no evento TEDx Amazônia, Zé Claudio denunciava o desmate. "É um desastre para quem vive do extrativismo como eu, que sou castanheiro desde os 7 anos da idade, vivo da
floresta e protejo ela de todo jeito. Por isso, vivo com a bala na cabeça, a qualquer hora".
Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência estava no Fórum Interconselhos quando um dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) deu a notícia. Foi ao Palácio, relatou à presidente Dilma Rousseff e ela determinou ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo que a Polícia Federal apure o assassinato dos sindicalistas.







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