O Coletivo Catarse concorreu ao Prêmio Pontos de Mídia Livre, do Ministério da Cultura, com o projeto Teko Mbaraeté, uma proposta de documentário sobre a realidade das comunidades indígenas do povo guarani em sete estados brasileiros, a ser realizado em parceria entre o Coletivo e os guaranis. E quase ganhamos. Na categoria nacional foram 15 projetos selecionados. Ficamos em 19.
Sem dinheiro, não conseguiremos avançar com o projeto, que iniciou em 2007. Continuaremos tentando. O fato que comemoramos é o reconhecimento às ações de mídia livre que desenvolvemos desde 2004. Afinal, a proposta do documentário, que ainda será feito, foi classificada entre as 20 principais iniciativas de mídia livre de alcance nacional, entre centenas delas que concorreram.
O Prêmio foi lançado durante o Fórum Social Mundial, em Belém. Dentre as mais de 400 iniciativas inscritas, de todas as regiões brasileiras, foram selecionados 78 projetos: 15 na categoria Nacional/Regional e 63 na categoria Estadual/Local. As propostas contempladas receberão, respectivamente, prêmios de R$ 120 mil e R$ 40 mil, cada uma.
São R$ 4,3 milhões em recursos, apoiando iniciativas de comunicação livre existentes no país. E isso também comemoramos, porque mesmo sem a verba para tocar o Teko Mbaraeté, entre tantos outros projetos importantes que desenvolvemos na Catarse, esta é a primeira vez que se institui um prêmio pra ajudar a financiar a mídia livre, que sempre trabalhou no peito e na raça para poder levar à população informações alternativas às de mercado, notícias não viciadas por interesses comerciais.
É papel do Estado Brasileiro fomentar o jornalismo independente e público. Principalmente quando este é em grande parte responsável por manter a imprensa corporativa, que não dá conta de reportar toda a verdade sobre os fatos que vivemos.
Para conhecer as ações da mídia livre classificadas no Prêmio, acesse aqui.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Entre os 20 projetos de mídia livre de alcance nacional
segunda-feira, 11 de maio de 2009
É Possível
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
O ciclo de setas cruzadas
"O fetiche se constitui pela sua inatingibilidade. Quanto mais distante se apresentam [as mercadorias], mais desejadas são. Os ditadores de ontem e de hoje, servem-se ainda destas estratégias, para se perpetuarem na arte de serem adorados. Uma vez bolinadas, conhecida sua materialidade, o encanto fenece. De forma inteligente os sistemas criam outros, e outros tantos para continuar a ópera".
trecho de As mesmices globais, de Pedro Figueiredo, em suas histórias de pedras. Pedro é um catador de primeira. Estava com ele nessa reportagem aí abaixo:
terça-feira, 5 de maio de 2009
MST faz jejum contra despejo e criminalização
400 famílias sem-terra, que estão acampadas em Nova Santa Rita [RS], permanecem mobilizadas contra a ordem de despejo do Ministério Público Federal. Parte dessa resistência foi para a cidade protestar, numa ação direta de cidadania. Na manhã do 4 de maio de 2009, 30 integrantes do MST acamparam em frente a sede do Ministério Público Federal de Porto Alegre. As famílias do acampamento Jair da Costa afirmam que o despejo do acampamento, que está dentro de um assentamento, é uma ação política e parte do processo de criminalização que os movimentos sociais sofrem no Rio Grande do Sul.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
MST resistirá a despejo em Nova Santa Rita

500 famílias sem terra estão dispostas a lutar até o fim. Se a polícia cumprir a ordem de despejo, há iminência de uma tragédia.
Expirou na quinta-feira passada (23/04), o prazo determinado pela Justiça Federal para que as famílias do acampamento Jair da Costa, em Nova Santa Rita / RS, se retirem da área onde estão, que é cedida pelo assentamento Santa Rita de Cássia II. Desde então, os trabalhadores aguardam com apreensão a chegada das tropas da Polícia Federal e da Brigada Militar. Se não houver uma saída negociada para o impasse, há um risco forte de uma tragédia.
“A determinação das famílias é de não abrir mão desse espaço, conquistado com luta. A disposição é de lutar até o fim. Tragam os caixões se quiserem, mas desse espaço nós não vamos sair. É uma área da reforma agrária. Se existe algum culpado neste processo todo, é o Governo Federal e esses órgãos públicos que fazem tacs (Termo de Ajuste de Conduta) em cima de tacs, determinam o fim das (escolas) itinerantes, mas ao mesmo tempo determinam que em 2008 era pra terem assentadas 2 mil famílias e até agora foram só 500 famílias”, explica Luciana da Rosa, acampada no Jair da Costa.
O despejo é considerado pelo Movimento uma ação política do Ministério Público Federal e da Justiça Federal. O argumento para a retirada dos sem terra é de que estão em uma área de preservação ambiental, o que o MST afirma não ser verdade. O acampamento, que já foi despejado da beira da estrada em 2005, em Nova Hartz, está em uma área coletiva do assentamento, cedida para que as famílias fiquem mais seguras.
Nesta terça-feira, 28 de abril, o acampamento tentava seguir seu cotidiano, com as crianças na sala de aula ou brincando em frente aos barracos, os adultos se ocupando das diversas atividades que envolvem manter a comunidade que sonha e trabalha pela reforma agrária. Mas não foi um dia como outro qualquer. Dezenas de acampados montavam trincheiras para dificultar o acesso da polícia numa ação de despejo.
“Mais uma vez, o poder Judiciário fecha os olhos para a questão social e coloca-se a serviço da criminalização dos movimentos sociais e a serviço de interesses obscuros. Lamentamos que ao invés de defender o artigo 184 da Constituição Federal – que prevê a desapropriação de latifúndios que não cumprem a função social – a Justiça e o Ministério Público estejam mais interessados em perseguir e criminalizar aqueles que querem a Constituição Federal cumprida.”, diz uma nota da coordenação estadual do MST,divulgada no dia em venceu o prazo para que as famílias deixassem o acampamento.
Os sem terra já são alvo de ações do Ministério Público Estadual desde o ano passado, e segundo eles essas medidas têm um claro objetivo de desarticular as famílias e dissolver o MST. “O movimento organiza os trabalhadores do campo e da cidade, por isso é preciso terminá-lo pra que não organize mais os pobres. Mas a disposição aqui é ir pro assentamento ou sair daqui pra debaixo da terra”, declara Luciana da Rosa. Assista no link abaixo um vídeo com entrevista concedida por ela e imagens do acampamento na manhã de terça-feira, 28 de abril:







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